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  • Consciência da importância da água reflete em um futuro melhor
  • Água: reaproveitar e usar bem é bom para todos
  • Comemore o Dia Mundial da Água com atitudes conscientes

Consciência da importância da água reflete em um futuro melhor

Por Mauricio Cohab

Cada vez mais, as pessoas estão tomando consciência sobre a escassez de água no planeta. Apesar de 97% da superfície ser recoberta por água, apenas 3% desse total é doce, podendo diminuir com o uso desnecessário. Se pararmos para pensar um pouco, vamos perceber que essas mudanças já estão acontecendo, o que nos mostra que estamos próximos de um futuro, onde nações e pessoas brigarão pela água.

“Sem água não há vida”. Essa frase expressa o valor de um simples líquido incolor e sem gosto que interfere diretamente no modo de vida, de nós, seres humanos e em todas as formas de vida existentes no planeta. Aristóteles considerava que a água era um dos quatro elementos fundamentais, e não estava errado. 

Ela é tão importante, que nosso corpo possui 70% de água na composição, boa parte da nossa alimentação conta com esse recurso natural. Basicamente a água se faz presente em tudo no nosso dia a dia, mesmo em atividades tão simples como lavar o rosto ao acordar, tomar banho e tantas outras.

Como retribuímos? Destruindo o planeta sem protestar. E qual é a resposta da Natureza? Enchentes, tsunamis, vulcões que entram em atividade, geleiras que estão derretendo, reflexo da falta de consciência na preservação.

Buscando soluções que minimizem os impactos ambientais, a Trisoft mostra sua preocupação com a natureza, desenvolvendo produtos ecologicamente corretos, que não usam água no processo de fabricação, como proteção aos recursos hídricos, evitando o desperdício desse bem precioso. As mantas de poliéster, por exemplo, são 100% recicláveis, resistentes, não deformam, permitem um toque suave, maior durabilidade e são utilizadas em diversos produtos como: enchimentos de edredons, colchas, estofados, colchões, artigos de vestuário, artigos de bebê, etc.

Com uma meta estipulada pela Trisoft, já batemos a marca de 380 milhões de garrafas PET’s consumidas da natureza e transformadas em produtos, mostrando respeito pelo meio ambiente. Vemos todos os dias notícias de pessoas que não têm nada para beber e outras que desperdiçam o que tem. Tomar consciência das atitudes que tomamos hoje, pode mudar o dia de amanhã. 

Mauricio Cohab, diretor da Trisoft

Água: reaproveitar e usar bem é bom para todos

Por Paulo Costa

A sociedade brasileira possui, como forte traço cultural, a dificuldade de planejar e poupar recursos, econômicos e naturais, traço esse que costuma trazer dificuldades ao país, no futuro. Isto também ocorre quando está em questão um bem natural cada vez mais escasso, a água: utilizá-la de forma racional e programar medidas legais visando a estimular a captação das águas das chuvas são ações que trazem forte impacto positivo, econômico, ambiental e até de auxílio à prevenção de enchentes.

As grandes cidades brasileiras, nas quais as fortes chuvas são a causa de constantes enchentes e alagamentos, são justamente os locais onde o problema da falta de água potável poderá se agravar nos próximos anos. Por conta destes fenômenos naturais, a ONU definiu como tema de seu World Water Day 2011 “Água e Urbanização”.

A intenção é que se atente para a importância dos recursos hídricos em um contexto de rápida urbanização – dados do organismo apontam que, a cada segundo duas pessoas são incorporadas à população urbana. Na América Latina, 77% dos seus habitantes vivem nas cidades, com taxas contínuas de crescimento urbano.

“A relação entre a água e as cidades é crucial. Cidades requerem grandes quantidades de água fresca/potável e, por outro lado, geram grandes impactos nos sistemas de água limpa”, alerta a ONU, ressaltando que enchentes, secas e outros eventos extremos, oriundos das mudanças climáticas, também podem afetar a qualidade da água no futuro.

As grandes oportunidades nesse contexto se relacionam ao aumento da reciclagem e do reuso da água e do esgoto, por meio de tecnologias mais eficientes. A captação da água na própria cidade, por meio de sistemas de reaproveitamento das águas das chuvas, também é vista como solução para o problema do abastecimento futuro.

Além de ter um uso limitado de práticas de captação da chuva, em lugares com grande incidência de tempestades no país, a água potável é utilizada para fins menos nobres, como descargas sanitárias, lavatórios, lavar pátios, regar jardins etc, uma realidade que precisará ser repensada. A captação das águas pluviais nas edificações, especialmente em prédios, funciona como “piscinhas”, reservatórios que ajudam a diminuir bastante a quantidade deste recurso, que corre para córregos e rios em prazos curtos e em grande volume, causando as enchentes.

 

No Brasil, há muito que melhorar na relação entre cidades-abastecimento de água. Faltam conscientização, medidas para evitar poluição e incentivos para o uso racional da água, como a substituição de equipamentos hidrossanitários por produtos economizadores de água, que permitem economizar quase 70% comparado ao consumo dos produtos obsoletos e gastadores. Nos Estados Unidos, em Nova York e Houston, por exemplo, já implantaram com sucesso programas de incentivo à adoção de equipamentos racionalizadores do consumo de água.

O uso racional da água, além de permitir economia nas contas mensais de saneamento, é peça importante ambientalmente, uma vez que menos consumo é igual a menos poluição e traz o benefício de evitar a construção de novos reservatórios e adutoras, que provocam desmatamento e destruição de parte da flora e da fauna. O Brasil já dispõe de tecnologias e equipamentos de ponta para a implementação de programas de uso racional da água.

Precisa haver estímulo legal à sua adoção, com benefícios fiscais, aos que trocarem equipamentos hidrossanitários gastadores por outros economizadores, se tornado essencial a aprovação de leis em âmbito municipal, estadual e federal, com textos legais que estimulem o uso racional da água e a captação de águas pluviais. A sociedade só tem a ganhar com essas medidas; o meio ambiente certamente ficará muito grato.

Diretor da H2C, empresa de consultoria e planejamento de uso racional da água membro do Green Building Council Brasil

Comemore o Dia Mundial da Água com atitudes conscientes

Por Ronaldo Callmann

Estamos acostumados a ver nas escolas e na mídia celebrações do Dia Mundial da Água, em 22 de março, mas nem sempre temos a atenção necessária a alguns aspectos mais relevantes no dia de hoje. Por mais que o tema ganhe espaço no debate público, ele ainda gera sinais de preocupação.

Segundo estudos da ONU (Organização das Nações Unidas), aproximadamente 900 milhões de pessoas vivem sem acesso à água potável no mundo e cerca de 2,6 milhões não são beneficiadas com saneamento básico.

Outra questão premente é o desequilíbrio na distribuição: enquanto alguns países têm muito mais água doce do que o necessário, outras populações dispõem de menos de 30 litros por dia para beber, cozinhar, irrigar a plantação, limpar a casa e fazer a higiene - o que acontece em algumas regiões da África. Em 2010, preocupada com as consequências desse problema, a Assembleia Geral da ONU aprovou resolução afirmando que a água e o saneamento são direitos essenciais e pediu que os governos intensificassem os esforços para sanar essas carências.

No entanto, não podemos depender apenas das medidas extremas tomadas pelas autoridades. Ainda segundo o levantamento da ONU, o futuro sem água já não está mais tão distante quanto pensávamos - se o desperdício continuar da maneira como está, 5,5 bilhões de pessoas poderão não ter acesso à água limpa em 2025. E, em 2050, apenas um quarto da população mundial vai dispor de água para satisfazer as suas necessidades básicas.

Para mudar esta possível realidade, é preciso agir agora. Temos que assumir atitudes mais conscientes em nosso dia a dia e estimular um modo de vida mais sustentável em nossa família, em nosso bairro, cidade e assim por diante.

Você já pensou quanta água é consumida com suas atividades atuais? A maior parte da população não faz ideia da quantidade de água desperdiçada em hábitos diários, como escovar os dentes, tomar banho, lavar calçadas, jardins e carros. As capitais brasileiras, onde está o maior índice de consumo de água no país, são responsáveis por utilizar 150 litros/habitante ao dia (1), o que excede em 36% a recomendação da ONU, de 110 litros por dia.

O costume de lavar a casa e o quintal me chama a atenção pelo fato de ser facilmente evitável. Para se ter uma ideia do desperdício, uma mangueira comum de uso residencial, com três quartos de polegada, gasta 600 litros de água a cada trinta minutos, o equivalente a mais de quatro vezes o que uma pessoa deveria consumir por dia.

Soluções alternativas e econômicas podem ser aplicadas no caso da lavagem de calçadas e garagens, mesmo que os fatores mais alegados para a utilização da mangueira sejam o cansaço causado pelo trabalho com a vassoura, e o tempo gasto na atividade. Sopradores de folhas disponíveis no mercado podem reduzir o tempo gasto com os cuidados no lar, além de substituir a água no processo.

Trata-se de um equipamento de alta potência e fácil manuseio que alia inovação tecnológica e respeito ao meio ambiente, sendo ideal para limpeza profissional e residencial, em gramados ou asfalto. Por seu caráter multifuncional, pode ser aplicado para limpar folhas, poeira e objetos em geral em ambientes abertos.

Aproveite a data para refletir sobre maneiras úteis de contribuir com a sustentabilidade em nosso país, que possui 12% de toda a água superficial do planeta. Agora, você não gostaria de pensar em como pode economizar água daqui por diante?

Ronaldo Callmann é gerente de Marketing e Produto para a América Latina da Husqvarna, multinacional com mais de 320 anos e uma das líderes mundiais no desenvolvimento de produtos para o manejo de parques, florestas e jardins.

(1) Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Socioambiental (ISA), que pode ser acessada no site socioambiental.org

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