Aquecimento Global - Chegamos ao Limite
 
 
 
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Aquecimento Global - Chegamos ao Limite

Este mal causa efeitos devastadores no meio ambiente e mata de fome e doenças cerca de 315 mil pessoas

Por Tatiana Molini

Enchentes avassaladoras. Permanentes secas onde havia água em abundância. Insuportáveis ondas de calor. Derretimento dos pólos. Furacões devastadores. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Pesquisadores garantem que o aquecimento global é irreversível e, mesmo que todas as emissões de gases fossem reduzidas ou extinguidas do ambiente, as altas temperaturas permaneceriam elevadas por até mil anos.

O que deve ser frisado é que, infelizmente, esse alerta vem sendo discutido e divulgado há décadas, contudo, somente agora sua importância tem sido reconhecida pela população e mesmo assim, há quem desacredite da seriedade deste fenômeno. A mudança climática mata cerca de 315 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para meio milhão até 2030. Os dados são do relatório do Fórum Humanitário Global (FHG), entidade com sede em Genebra, Suíça.

De acordo com o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade é preciso refletir sobre a responsabilidade dos atuais padrões de consumo e sobre o descuido com a preservação de elementos vitais, como a água e o ar. Se os atuais padrões de consumo forem mantidos, cientistas estimam que um terço de todas as espécies existentes poderá ser extintas até o ano de 2050. Também não há futuro se forem mantidas sociedades desiguais com povos que vivem à míngua. O ser humano precisa fazer parte desse novo cenário, resgatando valores importantes e aplicando-os em seu dia-a-dia. Para a obtenção de resultados significativos nessa luta, o esforço para reduzir a poluição precisa ser global, uma vez que grande parte do aquecimento do Planeta observado durante os últimos 50 anos, deve-se a um aumento das concentrações de gases estufa em todo o mundo.

Simulação de uma tsunami invadindo uma cidade praiana

É o que afirma o Protocolo de Quioto (1997), tratado que estipula a redução de emissões dos poluentes causadores do aquecimento global entre os anos de 2002 e 2012. O que equivalerá a uma redução de 42% no nível atual de emissões. Também em 1997 foi aprovado o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL, através do qual os países que precisam reduzir suas emissões podem comprar direitos dos países que têm créditos porque não emitiram o que teriam direito. Para entrar em vigor, o protocolo precisa adquirir força legal e ser ratificado por pelo menos 55 países. É, porém, exigido que nesse grupo, estejam aquelas nações responsáveis por, no mínimo, 55% das emissões de gases. Como os Estados Unidos são responsáveis por cerca de mais de 30% das emissões, a sua omissão em ratificá-lo pode acarretar em um grande atraso, uma vez que mais da metade dos outros países responsáveis por 70% das emissões precisariam validá-lo.

Queimadas criminosas devastam enormes áreas florestais, e contribuem para o aquecimento global

Brasil

O País é o quarto maior emissor de gases estufa, principalmente por conta dos desmatamentos desenfreados. Só entre 2002 e 2005, mais de 75 mil quilômetros quadrados de florestas foram destruídos na Amazônia. Além disso, o setor de transportes também merece atenção especial. Ele é responsável por 15% das emissões de gases de efeito estufa, embora na cidade de São Paulo, por exemplo, este percentual chega a ultrapassar os 50%, conforme o inventário de emissões do próprio Município.

Al Gore

Ex-vice-presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007 por seus esforços para colocar os problemas ambientais na agenda política internacional, Al Gore, nos últimos meses pediu o fim das diferenças partidárias contra aquecimento, que ele descreve como “uma das legislações mais importantes já apresentadas”. O político falou ao Congresso norte-americano que a lei proposta pelo Partido Democrata, que limitaria a quantidade de emissão de dióxido de carbono e outros poluentes ligados à mudança climática, vai resolver simultaneamente problemas do clima, da economia e de segurança nacional. Gore rejeitou que haja qualquer conflito entre lidar com o aquecimento global e manter a estabilidade econômica. Ele também pediu que a lei inclua provisões para proteger as pessoas que perdem seus empregos na indústria energética.

Faça parte da campanha do ex-vice-presidente dos
Estados Unidos, Al Gore
Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 2007, por seus esforços para colocar os problemas ambientais na agenda política internacional, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é empenhado em uma Campanha Mundial para mobilizar as pessoas no combate ao Aquecimento Global. Preenchendo o formulário no site wecansolveit.org, você pode colaborar com a campanha.
 
Dicas que ajudam a evitar o aquecimento global
• Reduzir o consumo de água e eletricidade;
• Permeabilizar o solo urbano (menor uso de concreto em pátios e calçadas, dando preferência à grama);
• Diminuir o uso do transporte individual;
• Investir em hortas e pomares agroecológicos;
• Plantar árvores e jardins;
• Parar com a queima do lixo doméstico;
• Separar o lixo orgânico do reciclável;
• Preferir comprar veículos mais econômicos, em vez de carros com tração nas quatro rodas;
• Extinguir o uso de sacolas plásticas;
• Evitar o desperdício de alimentos;
• Reaproveitar a água sempre que possível;
• Reduzir o consumo de papel;
• Comprar produtos reciclados;
• Trocar lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes;
• Democratizar o conhecimento sobre aquecimento global.
Enchentes assolam todos os países do mundo, independentemente do PIB ou poderio econômico

 

 
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